AS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SAÚDE NA ATUALIDADE

Lúcia Regina Ruduit Dias

Durante um período de tempo, práticas como Reiki, Terapia Floral, Acupuntura, Cromoterapia, dentre outras, foram conhecidas como Terapias Alternativas. A busca da própria população por práticas terapêuticas que viessem a contribuir com a preservação da saúde, bem como, com o retorno à mesma em situações de doenças fez com que as chamadas Terapias Alternativas se difundissem e passassem a ser cada vez mais conhecidas do público em geral.

Já reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e requisitadas pela população brasileira através das Conferências Nacionais de Saúde, as terapias alternativas foram sendo discutidas até passarem a fazer parte do Sistema Único de Saúde – SUS. Assim é que o SUS passou a reconhecer uma série de terapias sob o nome de Práticas Integrativas e Complementares – PICs. Tal nomenclatura surgiu pelo caráter complementar de tais práticas, quer dizer, por não substituírem os tratamentos médico, psicológico, odontológico, farmacêutico, dentre outros, mas por se reunirem a estes na busca pelo equilíbrio da pessoa. Também caracterizadas pelo desenvolvimento do vínculo terapêutico e pela escuta acolhedora as PICs buscam o equilíbrio do ser humano embasadas na visão de saúde integral, ou seja, de que os aspectos físicos, mentais, emocionais, energéticos e espirituais são igualmente importantes na busca de uma vida saudável. Da mesma forma, os aspectos ambientais e sociais são participantes e fundamentais em tal busca. Sendo assim, em geral, os terapeutas que atuam com as PICs tem um olhar que busca compreender o ser humano como um todo, em seus vários aspectos, preocupando-se com temáticas afeitas à ecologia, às novas tecnologias de proteção do meio ambiente e ao resgate das formas tradicionais de cura e do saber popular relacionado à preservação da saúde.

Atualmente as PICs reconhecidas são: apiterapia, aromaterapia, arteterapia, Ayurveda, biodança, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, dança circular, geoterapia, hipnoterapia, homeopatia, imposição de mãos, medicina antroposófica/antroposofia aplicada à saúde, Medicina Tradicional Chinesa – acupuntura, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, plantas medicinais – fitoterapia, quiropraxia, reflexoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa, terapia de florais, termalismo social/crenoterapia e yoga (em http://dab.saude.gov.br/portaldab/ape_pic.php?conteudo=praticas_integrativas você encontra um pequena explicação sobre cada uma delas).

Hoje, tais práticas têm sido utilizadas em inúmeras unidades básicas de saúde, hospitais da rede pública e privada, dentre tantos outros equipamentos de saúde espalhados pelo país.

Lúcia Regina Ruduit Dias
Terapeuta floral desde 1997. Especialista em Terapia Floral pelo IBEHE-FACIS de São Paulo. Inscição ARTFLOR n 046.  Terapeuta Reiki desde 1997, nivel III A pela Escola Larimar.
Email: luciaruduit@gmail.com